26.12.08

the day the music died

Ontem, quando a agulha tocou o disco e os primeiros segundos dos mais de 8 minutos de "American Pie", de Don McLean, começaram a tocar, percebi que algo diferente acontecia, era mais um disco daqueles com energia inexplicável. "American Pie" - música que dá nome ao disco - é (muito) conhecida e recentemente até Madonna gravou e dançou, mas naquele momento, ela era totalmente nova e única. O disco avançou ainda por pérolas como "Vincent" (homenagem a Van Gogh), "Winterwood" e "Everybody Loves Me, Baby", e depois de tocar na íntegra, voltei ao lado A, mais umas 4 vezes seguidas.

Os muitos versos da letra fazem referências a ícones como James Dean, Bob Dylan, Marx, Elvis, Janis Joplin, e têm como ponto de partida "o dia que a música morreu", quando Buddy Holly, o "La Bamba" Richie Valens e o DJ Big Bopper, morreram em um acidente de avião, no ano de 1959. Outras referências estão nas entrelinhas e geram discussões e análises por aí, ainda em 2008.

"American Pie"- o folk épico de Don McLean - é arrebatador.

24.12.08

Folk

Desde ontem que "White Winter Hymnal" está saindo das caixas de som sem parar. É a segunda faixa do disco de estréia da banda de Seattle, Fleet Foxes. Vocais em harmonia deixam a música com cara de Crosby, Stills, Nash & Young e a banda no disco de estréia ainda apresenta muitos toques de Beach Boys, Van Morrison, Zombies, Byrds e muita coisa dos 70s.

O folk rock dos Fleet Foxes traz paz, melancolia, sutileza em melodias, construídas muitas vezes para 3, 4 vozes, e, em todo o disco, uma sensação de um tempo que já passou - os 70s, mesmo que gravado em 2008.
Ao contrário de bandas novas que, de forma forçada, tentam parecer uma banda setentista, os Fleet Foxes têm isso no espírito, é natural.

Com certeza, uma das grandes surpresas desse ano, que já está no fim. A bela capa (imagem) pede um vinil, e pelo que vi na Amazon, está disponível. Vida longa aos Fleet Foxes.

15.12.08

Doobie Brothers

"Minute by minute" é o disco de 1978 dos Doobie Brothers, o terceiro com o tecladista e vocalista Michael McDonald que entrou na banda em 1975. McDonald com sua influência soul trouxe outra cara para o som dos Doobie e levou a banda ao Grammy com o hit "What a Fool Believes", segunda música de "Minute by Minute", composta em parceria com Kenny Loggins.

Nessa época, os Doobie Brothers passavam a fazer um rock mais aberto, bebendo do soul e do jazz. A música-título do album é outro exemplo claro dessa influência de McDonald.

Michael McDonald logo no ínicio da década de 80 partiu para vôo solo e fez bons discos. Nos últimos anos, lançou dois albuns-tributo à gravadora Motown, cheios de black music e soul.

10.12.08

Seal Soul

Seal tem uma voz incrível e nesse novo lançamento a coloca em versões do melhor de soul/r&b dos anos 60. São covers de gigantes como Sam Cooke, James Brown, Al Green, e mesmo algumas já batidas como "If You Don´t Know Me By Now" e "Stand By Me", parecem frescas. Os arranjos são corretos, muitas vezes não ousam, mas Seal acertou em cheio no repertório e nas cordas que dão brilho a mais nas canções.

3.12.08

Chinese Democracy


A verdade é que nunca gostei de Guns 'n' Roses, Axl e sua trupe nunca me tocaram, mesmo quando eu só tinha ouvidos para hard rock e heavy metal minha seleção do Guns teria umas 5, 6 músicas, no máximo. Agora, em 2008, Axl lançou finalmente seu disco que estava no forno desde 1994, muitos músicos gravaram em diversos estúdios e geraram um custo absurdo (e piadas) para o tão aguardado album do GNR que só tem Axl à frente e uma série de adiamentos nos últimos anos.

Passando da metade do disco - que pesquei na internet por curiosidade -, uma coisa fica clara, um excelente disco que remete pouco (muito pouco) ao Guns antigo, e talvez por isso desça tão bem por aqui, é outra banda, outro som. A produção exagerada e grandiosa deixa o Guns sem seu toque roquenroupunk do início dos 90s , "Chinese Democracy" é todo de guitarras pesadas, pianos, cordas, coros, toques experimentais e excelentes vocais de Axl.


A super produção blockbuster de Axl parece ter dado certo.

1.12.08

Novo

Dream Theater está em estúdio gravando o sucessor do "Systematic Chaos" de 2007. O baterista Mike Portnoy já gravou a bateria e disse que o disco sai ano que vem, ainda acrescentou que está com toques de "A Change of Seasons", "Octavarium", "Learning to Live" e "Glass Prison".

Muitos esperam que o Dream Theater retome um pouco seu lado mais progressivo viajante que ao lado do Heavy Metal funcionava muito bem - não que "Systematic Chaos" seja ruim, é um ótimo disco, mas o lado Heavy Metal tem pesado mais.

John Petrucci e Mike Portnoy na foto.

Quem também entrou em estúdio foi o Heaven and Hell, a versão do Black Sabbath com Dio nos vocais, e promete.