30.11.08

Queen+Paul Rodgers

Ontem, a união de Queen com Paul Rodgers tocou numa HSBC Arena lotada e foi espetacular. Um show perfeito, bem planejado e emocionante. Ficou ainda mais claro que Paul Rodgers está ali unindo forças com Roger Taylor e Brian May para manter a chama acesa e em nenhum momento substituir Freddie - que apareceu em "Bijou" e de maneira fantástica em sua obra-prima, "Bohemian Rhapsody".

O repertório teve o Queen de sua fase setentista com os dois pés no rock, sua (ótima) fase pop dos 80s, sua pérola folk "39" do disco "A Night At The Opera", coisas da carreira do Paul Rodgers, um belíssimo momento solo de Brian May com "Last Horizon", boas canções do novo album e um final que dispensa comentários com "We Are The Champions".

Um show para ficar para a memória de quem foi. E quem não foi, achando que Paul Rodgers não merece atenção, perdeu um dos grandes momentos do Rock: a turnê que Brian May e Rodger Taylor fizeram junto com Paul Rodgers para celebrar a música do Queen, uma das maiores bandas da história da música.

Salve Freddie.


18.11.08

Músicas

É realmente incrível o salto, não só musical, mas artístico, que John Mayer deu nesses últimos anos. Seu "Where the light is - Live in Los Angeles", como já disse aqui, é fantástico e de uma musicalidade grande. Não tem nada de original, nem precisa, é puro rock com pé no blues e no soul, influenciado pelos anos 70 e seus guitarristas.

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O Queen está chegando e despertando ainda mais o assunto de substituir vocalistas, ainda mais com o Led Zeppelin quase voltando com sei lá quem nos vocais. No caso do Queen, escolher o Paul Rodgers foi certo, evitando comparações com Freddie e não parecendo banda cover.

E é esse ponto que preocupa no caso do Zeppelin, dizem por aí que a idéia é achar alguém que cante como Plant - um Myles Kennedy foi citado. Respeito a vontade de Page e John Paul Jones, mas não sei, é complicado, cantar como Robert Plant? Impossível.
Colocar um vocalista tentando fazer algo parecido poderá ser um desastre, quase um atentado nesse mundo que está se despedindo de Bush. Mas uma coisa é importante, parece que Page desistiu de usar o nome Led Zeppelin. E isso é ótimo.

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Mas falando em originalidade, o Pain of Salvation de Daniel Gildenlow deu sinal de vida e lançará o dvd da última turnê em janeiro próximo. O nome é "
Ending Themes - On The Two Deaths of Pain of Salvation", terá um documentário da turnê e um show gravado em Amsterdam, com direito a "Hallelujah" de Leonard Cohen que ultimamente ficou muito conhecida na versão de Jeff Buckley, aliás, definitiva versão, mas a de Daniel (foto) e cia tem seu valor e acrescenta.








8.11.08

pop rock funk blues

John Mayer é um guitarrista e cantor americano que começou na música pop açucarada e atingiu grande sucesso lá fora e aqui no Brasil um pouco. Fiquei surpreso com sua nova direção de uns tempos pra cá, um blues rock tocado com o chamado John Mayer Trio, que ao lado dele tem o renomado baixista Pino Paladino e o batera Steve Jordan. Os novos passos de John lhe renderam participação no festival Crossroads de Eric Clapton, participação em disco do Herbie Hancock e outras colaborações com blueseiros.

Seu novo lançamento "Where the light is" é espetacular. O show é dividido em três partes: a primeira com John Mayer apenas no violão num pequeno set acústico, a segunda parte é o blues rock do John Mayer Trio com direito a duas de Hendrix, e por último, a terceira parte com a John Mayer Band completa com sax, trompete, teclados, guitarristas de apoio e um repertório mais pop rock com as pitadas de blues e soul de seu estilo natural.


Sim, a impressão que fica é que Mayer vendeu primeiro seu lado pop em milhões de discos pelo mundo e agora faz o que quer, já que a indústria dos novos tempos não abraçaria seu rock'n'blues. Mas, se dessa forma conseguiu um grande feito, vale. E esse ao vivo parece ser algo que Mayer sempre quis, o formato de 3 shows em 1, o repertório livre, grande solos mostrando que é um ótimo guitarrista old school e ainda, tudo captado em uma filmagem em película sensacional. Grande surpresa.



6.11.08

T REX

Em 1971, T Rex lançou "Electric Warrior", um disco envolvente do início ao fim. A voz de Marc Bolan é espetacular e suas composições, idem. Algumas músicas como "Get It On", "Jeepster" e "Life's a Gas", mostram o quanto Bolan foi inovador e único.

Marc Bolan no ano seguinte ainda lançaria o clássico "The Slider", no auge da banda. Cinco anos depois, em 1977, Bolan morreu num acidente de carro e deixou um legado musical que influenciou o Rock para sempre. Sua imagem, forte e emblemática, foi uma marca do Glam Rock.





5.11.08

Obama wins


"Obama é jazz."

Disse Jabor em sua coluna ontem.