29.9.08

O passo do Camelo

O último disco do Los Hermanos ("4") era muito experimental, envolvido por algo que tomou a banda naqueles últimos tempos fazendo com que perdessem a magia de seus melhores discos, "Ventura" e "Bloco do Eu Sozinho" - talvez um culto muito exagerado dos fãs. No show de despedida lançado mês passado, a banda soou fraca, com Camelo e Amarante desafinados e um clima descompromissado.

Depois de um ano do fim da banda, Camelo é o primeiro a lançar seu trabalho solo, e "Sou/Nós" é ótimo. Mesmo passeando por diversos estilos, o disco tem identidade e prende do início ao fim com boas composições e belos arranjos, como a orquestração de Gilson Peranzetta para "Santa Chuva" e o belo piano clássico de Clara Sverner em "Saudade".
Marcelo Camelo é um excelente compositor e tomara que siga em frente.

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O Bridgestone Music Festival já está confirmado ano que vem. O festival que trouxe jazz e world music à São Paulo em sua primeira edição no último mês de junho, voltará em maio, e, segundo o organizador Toy Lima, a produção está negociando uma edição no Rio de Janeiro, o que seria excelente.

É importante ter um festival que apresente além do Jazz, a World Music, tão rica e tão pouco explorada por aqui. Toy acertou em cheio no elenco esse ano - com a presença de Lonnie Smith (foto), por exemplo - e com certeza, está preparando coisa boa para a próxima edição. É só aguardar.

Um comentário:

Rafael Carneiro disse...

Fala fernandinho. aqui é Rafael (cajú) discordo de você com relação ao cd do camelo. achei ruim demais ele tá cantando muiiiiiiiiiiiiito mal, apesar de compor bem não me é agradável ouvir um péssimo cantor, eu sempre fui fã do los hermanos porque a linguagem mais """"ROCK""" é meio sem compromisso mesmo e pode-se cantar mal, mas essa onda nova ou é bom ele aprender a cantar ou chamar cantores pra gravar suas músicas.... Abração... ah gostei da avaliação do cd do Ed tbm gostei!