29.9.08

O passo do Camelo

O último disco do Los Hermanos ("4") era muito experimental, envolvido por algo que tomou a banda naqueles últimos tempos fazendo com que perdessem a magia de seus melhores discos, "Ventura" e "Bloco do Eu Sozinho" - talvez um culto muito exagerado dos fãs. No show de despedida lançado mês passado, a banda soou fraca, com Camelo e Amarante desafinados e um clima descompromissado.

Depois de um ano do fim da banda, Camelo é o primeiro a lançar seu trabalho solo, e "Sou/Nós" é ótimo. Mesmo passeando por diversos estilos, o disco tem identidade e prende do início ao fim com boas composições e belos arranjos, como a orquestração de Gilson Peranzetta para "Santa Chuva" e o belo piano clássico de Clara Sverner em "Saudade".
Marcelo Camelo é um excelente compositor e tomara que siga em frente.

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O Bridgestone Music Festival já está confirmado ano que vem. O festival que trouxe jazz e world music à São Paulo em sua primeira edição no último mês de junho, voltará em maio, e, segundo o organizador Toy Lima, a produção está negociando uma edição no Rio de Janeiro, o que seria excelente.

É importante ter um festival que apresente além do Jazz, a World Music, tão rica e tão pouco explorada por aqui. Toy acertou em cheio no elenco esse ano - com a presença de Lonnie Smith (foto), por exemplo - e com certeza, está preparando coisa boa para a próxima edição. É só aguardar.

25.9.08

Supergrupo

Chikenfoot é o nome provisório de uma banda formada pelos "ex-van halens", Sammy Hagar e Michael Anthony, o guitarrista Joe Satriani e o baterista do Red Hot Chilli Peppers, Chad Smith.

Os músicos estão em estúdio preparando o disco e a cada entrevista mostram total animação em relação ao projeto, que promete. Será legal escutar a voz de Sammy ao lado das guitarras de Satriani e da cozinha formada por Michael Anthony e Chad Smith, este, ótimo batera, que acredito apenas estar há muito tempo na banda errada.

21.9.08

Gigantes do Rock





Jimmy Page foi conferir o novo show do Metallica em Londres. O fotógrafo Ross Halfin clicou essas boas fotos no camarim da O2 Arena - local onde o Led Zeppelin no final do ano passado, fez seu show de reunião.

* Enquanto isso, o disco de Queen+Paul Rodgers mostra excelentes momentos. Embora eu continue achando que o nome usado não é o correto, tem composições muito boas nesse disco e o guitarrista Brian May, ainda é Brian May, com seu timbre inconfundível e solos na medida.

17.9.08

Salve Freddie

Essa é a capa do disco de Queen+Paul Rodgers, que está saindo lá fora e claro, já tem na internet. Quando anos atrás, eles lançaram um trabalho ao vivo, achei bem legal, era como um tributo ao legado da banda, uma homenagem ao Queen e ao insubstituível Freddie, também.
Algumas canções ficaram ótimas, outras nem tanto, e ainda tinha de bonus umas coisas das bandas do (excelente) Paul Rodgers, Bad Company e Free.

Vale lembrar que o baxista John Deacon, não aceitou o convite e não participou, o Queen é representado por Brian May e Roger Taylor, apenas.

Quando anunciaram um disco de inéditas para esse ano, comecei a achar que a coisa estava indo longe e agora, tenho certeza. Estou na nona faixa do disco, é um ótimo trabalho, mas não é Queen.. Não que Freddie fosse a única coisa da banda, longe disso, mas todos estavam envolvidos com sua presença, era outra época, outra energia. Queen era Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, este, discreto e essencial.


O disco tem ótimos rocks, "C-lebrity" é um deles, e músicas calmas muito bonitas, como "Small" e "We Believe", mas não soa Queen em nenhum momento. O certo seria dar um outro nome ao projeto, ou simplesmente, May/Taylor/Rodgers.

Um dos maiores vocalistas que o Rock já teve, Freddie Mercury foi além, era único, genial e quando perdeu a guerra, o Queen acabou.

*"Through the Night", faixa 11, acabou de tocar e é ótima. Começou a 12, "Say It´s Not True", com o batera Roger Taylor e Brian May dividindo os versos numa harmonia muito bonita e Paul Rodgers entrando no refrão, talvez a melhor até agora.





16.9.08

Back in Bacharach

Sempre acompanhei o AC/DC meio de longe, escutando muito um duplo ao vivo sem ir a fundo. O interesse por "Back in Black" veio recentemente e fui escutá-lo.

O disco lançado em 1980, é um dos discos de rock mais vendidos de todos os tempos, trazendo a banda de volta (de luto) depois da morte de seu vocalista original, Bon Scott, substituído por Brian Johnson.

É puro rock cheio de riffs da guitarra de Angus, um ícone da música.

O disco atirou rocks de primeira pelo mundo, como a faixa-título, "Shoot to Thrill", "Hells Bells" e "You Shook Me All Night Along", essa virou até hit de rádio.



Entre um "Back in Black" e um Zeppelin, toca bem por aqui o disco de Burt Bacharach (foto) em parceria com o cantor Ronald Isley, que como o nome entrega, integrou o grupo soul funk, Isley Brothers.
Ronald Isley tem um alcance vocal impressionante e emprestou sua técnica soul perfeita às canções clássicas de Burt como: "Close to You", "Raindrops Keep Fallin' on my Head" e "The Look of Love".

Burt Bacharach - que bebe do jazz e bossa nova - é um mestre da música pop mundial, influenciou muitos e fez a verdadeira música pop, nada parecida com o que a música pop se tornou depois dos anos 80. O compositor deve fazer shows no Brasil em 2009.

12.9.08

Duas imagens

Abaixo, duas imagens do excelente fotógrafo Ross Halfin.

Metallica, na versão 2008.


Jimmy Page num ótimo registro em sua passagem por Pequim.

8.9.08

Esperanza


Esperanza Spalding, de 24 anos, é uma ótima surpresa que vem do mundo do Jazz. Seu segundo disco, lançado esse ano, conquistou público e crítica com um jazz-pop-refinado e fez com que Esperanza fosse reconhecida como excepcional cantora e contra-baixista. Sim, a americana ainda é super habilidosa no contra-baixo.

O disco abre com "Ponta de Areia" de Milton Nascimento e Fernando Brant, com um português surpreendente, e fecha com "Samba em Preludio" de Baden e Vinícius, com mais uma bela demonstração do domínio da língua. O disco ainda passeia por interessantes canções de Esperanza, como "Precious".

Esperanza vem ao Brasil para o Tim Festival, festival que também terá a ótima cantora, Stacey Kent.

3.9.08

Metallica soa Metallica novamente

Uma loja na frança colocou à venda por engano (ou não) o novo disco do Metallica, com data de lançamento para 12 de setembro. Ontem mesmo já estava na internet, no mesmo dia que o clipe de "The Day That Never Comes" apareceu, um filmeclipe de 8 minutos muito bem feito, com a banda tocando num deserto onde se passa uma cena de um dia na vida de soldados.

Depois de ouvir o disco, fica apenas uma coisa no ar: o Metallica está de volta, melhor do que nunca, cheio de vida, rápido e pesado novamente.

O baterista Lars Ulrich - que lutou contra o Napster na época que os downloads estavam começando, em 99 para 2000 - aceitou de forma tranquila o disco ter vazado, disse que as pessoas ouvindo o disco 10 dias antes do lançamento é uma realidade dos novos tempos. Tem razão.