30.7.08

Overdose de Genesis


Essa foto, é do palco do super-mega-show que o Genesis fez no Circo Massimo em Roma no ano passado, e que atraiu 500 mil pessoas para ouvir o rock progressivo das duas fases da banda. O registro do espetáculo está no dvd "When in Rome", que mostra em peso a era Phil Collins e pérolas da fase Peter Gabriel, como: "I Know What I Like" e "Carpet Crawlers".

O dvd é triplo com mais de 5 horas de material. Overdose de Genesis.

21.7.08

Thank You


Uma mistura de soul e jazz com ecos blueseiros é o resultado da música de Lizz Wright. A cantora norte-americana lançou esse ano seu terceiro disco, chamado "The Orchard", o repertório traz ótimas canções e uma releitura soul - e mesmo assim, fiel - de "Thank You", música do segundo disco do Led Zeppelin.

15.7.08

Brasilianos

Hamilton de Holanda tem rodado o mundo com seu bandolim ao lado de seu quinteto, e recentemente lançou "Brasilianos 2". Esse disco é o segundo acompanhado do quinteto que conta com: Daniel Santiago (Violão), Gabriel Grossi (harmonica), André Vasconcelos (Contra-baixo) e o excelente Marcio Bahia (bateria).

Ontem, o disco foi lançado na Modern Sound em uma apresentação espetacular!

Hamilton ao vivo é quase um "guitar hero", lembrando postura de grandes guitarristas de rock e em solos que lembram grandes improvisações do mundo do jazz. Sua banda - ontem desfalcada, sem Gabriel Grossi - é tecnicamente perfeita e toca com facilidade uma música brasileira complexa, autêntica e cheia de sentimento.

Hamilton ainda recebeu as pessoas depois do show, autografando discos e mostrando simpatia. Certamente, um dos maiores músicos da atualidade. Viva!

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E mais...

Lenine lançará seu novo disco "Labiata", em setembro. O disco sai pela Universal e foi finalizado no RealWord Studios de Peter Gabriel.

O novo dvd do Dream Theater sai também em setembro e será duplo com shows e documentário da turnê. Ainda sai em edição especial com cd das apresentações.
Promete, em um mês que ainda tem Metallica voltando.




9.7.08

Viva La Vida

A banda inglesa Coldplay - que sempre soou sem graça e chata na maioria das vezes -, está bem no novo disco com produção de Brian Eno (ex-Roxy Music). O disco está bem elaborado com começo, meio e fim e tem uma belíssima capa (acima).

Antes do lançamento, os músicos falavam em novas influências, novos caminhos, sair do preto e branco para o colorido, tudo isso. E realmente tem a ver. As músicas estão mais arranjadas e muitas vezes cordas e tambores dão um certo clima, deixando tudo mais sonoro e quase viajante.

Chris Martin, líder do grupo, batizou a obra de "Viva La Vida or Death and All His Friends". Chris ficou impressionado com uma pintura de Frida Khalo onde tinha a expressão "Viva La Vida", sendo que Frida teve várias complicações de saúde em sua vida e pintou o quadro com a mensagem pouco antes de sua morte.

A capa é baseada num desenho do artista francês Eugène Delacroix, e reflete o cuidado em trazer um material de qualidade, já que esse conceito de capas foi esquecido pelas bandas nos últimos tempos. O disco também foi lançado no formato LP, e com uma capa dessas, é muito válido.

3.7.08

Coisas de Moacir

Esse da foto é o pernambucano, Moacir Santos. Professor, Maestro, arranjador e saxofonista que lançou o inovador disco, "Coisas", em 1965 - mesmo que a maioria dos brasileiros não saiba disso.
Sua música, escrita para uma orquestra de sopros, tem muito de jazz, música erudita, raízes afro e música brasileira.

Com sua genialidade, Moacir foi para os EUA ainda na década de 60 - assim como, Eumir Deodato, Sérgio Mendes e outros - e não voltou, ficou por lá, abraçado pelos jazzistas.

Em 2001, os músicos/arranjadores, Mário Adnet e Zé Nogueira se juntaram e trouxeram de forma brilhante, a música de Moacir para o Brasil.
O lançamento de "Ouro Negro", um disco com músicas de Moacir com um time de primeira categoria da nossa música instrumental e mais, Ed Motta, Milton Nascimento, Djavan, Joyce, João Bosco - fez com que o maestro fosse reconhecido em seu país, ainda em vida.

Moacir subiu em 2006.

* "Coisa N°5 - (Nanã)" é sua música mais "conhecida". Em sua versão original de 1965, é quase uma marcha, com uma melodia belíssima que conquistou os bossa-novistas que a regravaram em versões mais "canção", com letra de Mário Telles.