22.6.08

Bridgestone Music

São Paulo recebeu nesse final de semana o festival Bridgestone Music, e tive o prazer de conferir os dois primeiros dias. No primeiro o piano jazz com Rachel Z e o senegalês Daby Touré (foto acima), no segundo dia, o hammond de Lonnie Smith e a música africana de Dobet Gnahoré.

A organização do festival - inédito por aqui juntando Jazz e World Music - estava excelente e a abertura de Rachel Z não poderia ter sido melhor. Seu repertório de uma hora de duração, passou por músicas como, "Confortably Numb" do Pink Floyd, "King of Pain" do Police, "ESP", tema de Wayne Shorter com momento para solos da excelente baixista, Maeve Royce e do baterista, Bobby Rae, este membro fundamental no projeto de Rachel.

As duas últimas músicas contaram com a participação do guitarrista brasileiro, Chico Pinheiro, que colaborou com sua guitarra jazz em "Love Will Tear Us Apart" do Joy Division e numa versão ótima de "Ain´t No Sunshine" de Bill Weathers, que fechou o show.
Rachel estava maravilhada em estar no Brasil e em ver aquele público em peso para conferir um show de jazz e world music.

Depois de Rachel, foi a vez de Daby Touré entrar no palco e ser ovacionado ao lado de seu grupo. Ao longo do espetáculo, o senegalês (nascido na Mauritânia na verdade, mas criado no Senegal) mostrou um ritmo impressionante e acompanhado de quatro excelentes músicos fez o Citibank Hall levantar para cantar e aplaudir de pé um show com musicalidade muito acima da média. Touré surpreendeu a todos.

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No segundo dia, a abertura ficou com o órgão do simpático Dr. Lonnie Smith (foto). Acompanhado de um super baterista de Jazz e um guitarrista, Lonnie impressionou com seus grooves e em dois temas mais calmos e muito bonitos.

Lonnie fez um show impossível de expressar em palavras, cheio de improvisos e momentos ricos com muita espontaneidade, talvez, a palavra chave que marcou seu show.
Ainda teve espaço para uma rápida citação a "You´re The Sunshine Of My Life" de Stevie Wonder e uma versão de "Come Together" (Lennon/McCartney) com groove e bom humor.

Um momento interessante foi quando Lonnie afastou o banco, agachou para tocar os pedais do baixo do órgão com as mãos e fez um solo impressionante.

Quem tocou em seguida foi a africana, Dobet Gnahoré com uma banda espetacular e com muita explosão musical assim como Daby Touré na noite anterior. Dobet ainda impressionou a todos com sua dança africana.
Ontem, ainda teve festival com o pianista Vijay Iyer e a cantora argelina, Souad Massi.

Um agradecimento especial ao produtor Toy Lima e também um parabéns pelo brilhante festival que segundo ele, pode ganhar edição no Rio de Janeiro em 2009. Toy ainda disse que a idéia básica do festival é fazer com que as pessoas distantes do Jazz se aproximem do estilo e ainda abram a cabeça para a (rica) World Music. Muito válido!

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