10.5.08

Silent Lucidity


Com 4 de seus integrantes originais - Chris de Garmo, principal compositor do grupo não está mais na formação -, o Queensryche fez um ótimo show no Rio de Janeiro para um Citibank Hall vazio, reflexo da má organização que agendou o show para o dia seguinte do Whitesnake.

A banda entrou com "Best I Can" do clássico "Empire" (1990) - que foi representado em peso com suas melhores canções, "Another Rainy Night", "Anybody Listening", "Jet City Woman", "Silent Lucidity" (que ganhou mais ao vivo mesmo sem as cordas de Michael Kamen da original) e a sensacional faixa-título.
O som estava excelente e desde o início era possível escutar cada instrumento e a voz de Geoff Tate estava impecável do começo ao fim, assim como os backings vocals.

A banda estava fazendo uma turnê apresentando na íntegra as duas partes do "Operation MindCrime", mas no repertório do Brasil, selecionou clássicos de forma criteriosa e o show foi uma aula de música pesada e consciente.
Passando ainda por músicas como "Bridge", "Walk in the Shadows", "Neon Nights" do Black Sabbath e a clássica "Take Hold To The Flame", o Queensryche foi longe e quem estave lá, cantou e aplaudiu a banda com entusiasmo.

Diferente do clima hard rock mais de festa da noite do Whitesnake, com o Queensryche a coisa ficou mais séria e isso refletiu na qualidade do som.
Foram dois grandes shows, cada um no seu estilo. Mas com os ingressos nesses preços abusivos, shows de mesmo público em dias seguidos é uma atitude totalmente equivocada.


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