24.4.08

viagem musical

Cada passo dentro do mundo de Miles é diferente e magnífico.
Depois de semanas no disco "A Tribute to Jack Johnson" (1970), onde Miles já estava no Jazz Rock com um time que tinha Herbie Hancock no órgão e John Mclaughlin na guitarra. Hoje foi o dia de encontrar "Music From Siesta" de 1987 (belíssima capa acima), disco assinado por Miles Davis em parceria com o baixista Marcus Miller, que no disco cuida da produção, das composições e de quase todos os instrumentos.

O baixista Marcus Miller foi muito influente nessa parte final da carreira de Miles - na segunda metade da década de 80 -, lançando clássicos como "Tutu"(1986), com uma música mais moderna e ainda bem trabalhada e com o trompete de Miles com um toque genial.

Esse "Music From Siesta" que tem participações de John Scofield e Omar Hakim, é uma trilha-viajante com influências espanholas e é dedicado a Gil Evans que trabalhou com Miles em outro momento "espanhol", o "Sketches of Spain" (1959).

Marcus Miller também é um capítulo à parte na história da música, além de seu trabalho com Miles, já acompanhou inúmeros artistas de jazz, blues, soul e funk em aproximadamente 350 discos. Sua técnica de Slap no baixo foi além dos limites.

23.4.08

SKIN


A banda britânica Skunk Anansie, sempre digo, é uma das coisas mais interessantes da década de 90 - ora com seu seu rock cheio de riffs e programações ora com músicas mais calmas - o último disco "Post Orgasmic Chill" (1999) foi o ápice da criatividade do grupo que acabou em seguida.

Skin, vocalista do grupo, continuou em carreira solo e fez o brilhante "Fleshwounds"(2003), que é o disco que toca agora. Ainda é possível encontrar aquele lado mais melancólico do Skunk Anansie, mas a faceta agressiva e mais rock da banda não está presente.

O disco é ainda mais aberto musicalmente que sua ex-banda e segue muito bem nas 11 músicas, composições de Skin em parceria com o compositor de trilhas Len Arran, que já tinha trabalhado também com o Skunk Anansie em músicas como "Secretly" e "You'll Follow me Down".

Em 2006, Skin lançou "Fake Chemical State" que estou procurando.


17.4.08

Deodato 2

Ontem, toquei pela primeira vez aqui o LP, "Deodato 2", disco de Eumir Deodato, considerado um dos maiores músicos e arranjadores brasileiros. Gostei bastante da sonoridade que mistura jazz, rock, música clássica, música brasileira em arranjos com uma super banda (com presença do batera Billy Cobham e do baixo de Stanley Clarke) e também orquestra.

Gravado em 1973 lá fora, Deodato é daqueles músicos que saem do Brasil e ficam por lá, achando o espaço e reconhecimento que aqui não tem.

...e a capa é muito boa também.

14.4.08

Killing Road


O Megadeth começou a brilhar mesmo no clássico "Rust in Peace" de 1990 e depois na minha opinião (na foto) Menza, Ellefson, o brilhante guitarrista Marty Friedman e Mustaine lançaram suas melhores obras, que são: "Countdown to Extincition" de 92 e "Youthanasia" de 94, este segundo perfeito do começo ao fim.

Esses dois trabalhos já traziam um Megadeth um pouco distante do som do "Rust in Peace", mas mesmo assim pesadíssimos e muito inspirados e já indo além do puro trash metal - e parte dessa inspiração também chegou ao "Cryptic Writings" de 1997, que tem músicas como "Trust" e "Secret Place".

Em 1999, Mustaine resolveu arriscar e lançou "Risk", um disco muito diferente e muito bom (já sem o baterista Nick Menza) e que para os fãs conservadores foi o suicídio da banda.

Marty Friedman deixou a banda e com ele muitas idéias que completavam as de Mustaine tambéms se foram e o Megadeth perdeu força, fazendo discos medianos. Friedman tinha solos memoráveis, arranjos muito bem feitos, colocava sua assinatura no som.

O último da banda é "United Abominations" (2007) e a turnê passa pelo Brasil no início de junho. A banda não tem ninguém mais da fase clássica que gravou os principais discos, mas Mustaine ainda sabe das coisas e vale a pena conferir.

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Em maio ainda teremos a chance de ver David Coverdale e seu Whitesnake divulgando o último album "Good to be Bad"(2008) e o Queensryche.

10.4.08

Caminhos Cruzados

Essa capa não sei se gostei ainda mas...

...desde ontem que não saio de "Novas Bossas", o tal disco novo de Milton + Jobim Trio que homenageia a Bossa Nova e seu personagem principal: Tom Jobim. O disco está de muito bom gosto, com ótimos timbres e novos arranjos para as músicas - daí a relação bem feita com o título.
Milton está excelente e acompanhado pelos toques fantásticos de Daniel e Paulo Jobim, o baterista Paulo Braga e o baixista Rodrigo Vila.

"Cais" e "Tudo Que Você Podia Ser" do clássico "Clube da Esquina" ganharam ótimas novas versões que acompanham pérolas da bossa nova, como por exemplo: "Caminhos Cruzados" de Tom Jobim e Newton Mendonça, talvez a melhor do disco.

Um disco marcante na história da música brasileira.

7.4.08

Queen+Paul Rodgers

Essa semana saiu na internet uma música que vai estar em "Cosmo Rocks", novo disco que Queen + Paul Rodgers solta no segundo semestre. A composição é excelente, com ecos claros de Free e Bad Company junto a vocais caracterísitcos do Queen.

Concordando com esse nome ou não, uma coisa é certa, o Rock anda tão mal das pernas que esse disco vem em boa hora.

Segue o link do video.
http://www.youtube.com/watch?v=f3ovN40FwRI

Ainda no mesmo assunto, vendo os videos relacionados a esse no youtube, cheguei num que era de uma música dueto de Freddie com Michael Jackson e com uma imagem dos dois na época de "Thriller" certamente.

"There Must Be More to Life Than This" é uma balada de Freddie que Michael gostara na época, mas o encontro não aconteceu por algum motivo e Freddie gravou sozinho para seu disco "Mr. Bad Guy" de 85. Michael também gravou depois em algum momento e alguém então juntou as versões, pelo que li.


Love Revolution

Lenny Kravitz nos seus primeiros trabalhos fez coisas interessantes, depois ficou chato e repetitivo. Mas um dia desses assisti seu novo clipe "Love, Love, Love" e me surpreendeu, Lenny está bem rock setentista com peso e tempero funk e soul. A música é muito boa, com um ponto negativo apenas quando Lenny tenta fazer um (chato) rap no estilo do (chato) Anthony Kiedis do Red Hot Chilli Peppers.

Pesquei o disco e a abertura com a excelente "It´s Time For a Love Revolution" - que também dá nome ao disco -, mostra que pode vir coisa boa por aí.

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O novo dvd de David Gilmour, gravado no Royal Albert Hall, na turnê de seu último "On a Island" é muito bonito. O ex-floyd está com uma banda excelente que conta com a participação de Phil Manzanera (Roxy Music) na guitarra de apoio e o companheiro de Floyd, Richard Wright nos teclados. Outros convidados como Nick Mason (também Floyd), um Bowie meio deslocado em "Confortably Numb" e Crosby e Nash com vocais perfeitos numa ótima versão de "Shine On Your Crazy Diamond" fecham o pacote.

O repertório é com base no último disco e também, claro, clássicos do Floyd. Também acompanha o show, um documentário muito bom de Gilmour, sempre simpático, rodando pela Europa e o making of do "On An Island", sendo gravado num estúdio onde uma das outras salas estava (ironicamente) sendo usada pelo Roger Waters.
Há um registro de um frio encontro dos "floyds", mas muito interessante.