31.3.08

igualmente geniais


Dois estilos completamente diferentes, de um lado a Bossa Nova de João Gilberto e de outro o Heavy Metal do Black Sabbath. Duas demonstrações de musicalidade de altíssimo nível.

Em comum, os dois têm a criatividade e a quebra de barreiras com suas manifestações musicais tão diferentes e tão geniais.

João trouxe (há exatamente 50 anos atrás) um violão e um canto novo para a música brasileira (e mundial), uma nova linguagem musical.
Nesse primeiro LP de João tem "Brigas Nunca Mais", uma das que mais gosto de Tom Jobim - que fez os arranjos de cordas do disco e na música é parceiro de Vinícius.

O Black Sabbath aqui ainda é o do quase perfeito "Sabbath Bloody Sabbath" e o do também excelente "Technical Ecstasy", com "You Won´t Change Me" e "It´s Alright" cantada pelo baterista Bill Ward.

Também tocou por aqui uma ópera rock de 1974, composta por Roger Glover (Deep Purple) e com convidados como Coverdale, Dio e Glenn Hughes.
Segue a belíssima capa.








25.3.08

Sabbra Cadabra

Hoje na loja de discos encontrei "Libertango" (1974) de Astor Piazzolla, disco que estava atrás desde que uma amiga me enviou a música título e achei sensacional.

O disco tem músicas com nomes interessantes, como por exemplo: "Meditango", "Undertango", "Violentango" e uma peça incrível que fecha o lado A chamada "Adios Nonino", composta depois que perdeu seu pai. Piazzolla, que partiu em 92, chegou a dizer que nunca mais faria um tema tão lindo quanto aquele.

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Saindo do tango revolucionário de Piazzolla para o rock pesado. Não me canso de ouvir Black Sabbath com "Sabbath Bloody Sabbath" de 1973.

Sempre gostei de Sabbath, mas confesso que nunca achei tão bom como nos últimos tempos. Esse disco é uma obra-prima do Rock, talvez o melhor registro vocal de Ozzy e ainda tem participação do tecladista Rick Wakeman (YES).

A participação de Wakeman já dá a pista de uma direção musical mais cuidadosa para o disco, tendo influências do rock progressivo que estava no auge na época. Os vocais de Ozzy e as guitarras de Iommi estão impecáveis assim como as composições.


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Abaixo, uma ótima foto do encontro de Milton com os "Jobim".




24.3.08

Milton e Jobim


Hoje no Mistura Fina acabou a primeira parte da turnê de Milton Nascimento + Jobim Trio - que conta com Paulo Jobim no violão, Daniel Jobim no piano, Paulo Braga na bateria e o " quarto membro do trio", Rodrigo Vila no baixo - que fiquei sabendo ser um dos grandes músicos da Bossa Nova hoje, apesar da pouca idade.

O show foi incrível, com músicas do repertório de Tom como "Brigas Nunca Mais", "Samba do Avião", "Chega de Saudade", de Milton "Cais" e "Para Lennon & McCartney" e uma de Daniel Jobim chamada "Dias Azuis", uma das mais bonitas do repertório que contou com outras de Vinícius, Dorival Caymmi e outros.

"Novas Bossas" é o nome do disco que saiu dessa união e já está nas lojas.

O show que estava a preços exagerados no Mistura Fina, vai rodar alguns países da Europa e volta para o Brasil. O rio deve ver de novo mas dessa vez no Canecão, tomara.

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Enquanto isso, vejo que Queen + Paul Rodgers lançará um disco em setembro chamado "Cosmo Rocks", com músicas inéditas e uma cover.
Estou curioso mesmo achando que usar o nome Queen para um novo disco é meio equivocado, já que tem muita história para trás com o ícone que foi Freddie.

O show com Paul Rodgers que saiu em DVD é fantástico, acredito que um novo cd seja muito bom, mas outro nome seria melhor, como fez o Heaven and Hell (Black Sabbath com Dio).


14.3.08

Continuando com Glenn...


Ontem, o site da gravadora de Glenn disponibilizou trechos das 4 primeiras músicas do disco, e realmente está sensacional, talvez será o melhor registro de Glenn dos últimos anos.

Segue link para ouvir a faixa título.

First Nuclear Kitchen Underground

13.3.08

FUNK

Glenn Hughes está com album no forno quase ficando pronto. Está marcado para dia 11 de Maio o lançamento de seu mais novo disco intitulado "First Underground Nuclear Kitchen".

O título é grande e sugere a palavra FUNK que será o direcionamento musical do disco já que Glenn falou que seria uma mistura do senscional "Feel" com sua primeira banda Trapeze e seu primeiro disco solo "Play me Out".

Os dois últimos discos de Glenn ("Soul Mover" e "Music for the Divine") foram regulares, mas estou confiante com esse novo disco. O lado funk/black music de Glenn é forte e precisa ser mesmo mostrado, como fizera no "Feel" de 95.

Na foto, Glenn Hughes e o baterista Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) que o tem acompanhado nos últimos anos.

10.3.08

Dream Theater


Na última sexta-feira, o rock/metal/progressivo do Dream Theater passou pelo Rio de Janeiro e foi sensacional, um show diferente do visto em 2005, como disse um amigo, seria uma continuação daquele, já que nada se repetiu (criteriosamente).

A banda está com uma produção maior, um imenso telão no fundo do palco mostra imagens nas músicas e um certo cenário baseado na capa do último "Systematic Chaos" também veio.

O set começou com a nova e pesada "Constant Motion" e passeou por grandes músicas como "Surrounded" (com citações a floyd e marillion), "Lines In The Sand", "Misunderstood", além da fantástica e progressiva "In the Presence of Enemies".

O show para o "padrão dream theater" foi curto, com apenas duas horas, mas valeu.
Dream Theater é talvez a maior banda de música pesada da atualidade, e ainda trouxe de volta a magia da música progressiva que morreu com a chegada dos anos 80.

Viva!

3.3.08

Libertango.


O (grande) compositor argentino Astor Piazzolla é a surpresa dos últimos dias com seu tango refinado, com toque erudito e jazzístico. Criticado pelos conservadores do Tango, Piazzolla foi além dos modelos e criou peças belíssimas como umas que não paro de escutar: "Libertango", "Anos de Soledad" e "Adios Nonino".