29.1.08

Mingus

Hoje estou entrando no mundo do contra-baixista e compositor de jazz: Charles Mingus (foto).

Estou escutando sua música e lendo sua história no livro-encarte que acompanha o disquinho na coleção Jazz da folha está sendo novo pra mim.


Mingus teve uma infância difícil, cresceu e sofreu com o racismo nos Estados Unidos que depois serviu de protesto para sua música e tinha um temperamento muito difícil, saindo muitas vezes em brigas com músicos de sua banda.

Nos últimos anos de sua vida, Charles Mingus Jr. estava numa cadeira de rodas, debilitado por uma doença que o atacou e mesmo assim não perdeu seu amor pela música, cantarolava novas composições.

A cantora de folk, que flertou com jazz, Joni Mitchell pegou esses esboços cantarolados por Mingus e começou a trabalhar num disco novo, escrevendo as letras em cima.
O disco foi lançado em 79 e Mingus não pôde ver concluído, morrendo no mesmo ano.

Mingus tem algo novo e diferente que não sei explicar, nem vou tentar.

24.1.08

Bom metal...


Mesmo sendo fã do Michael Kiske, pra mim é imbatível o Helloween segunda fase ou melhor, a com Andi Deris nos vocais. É ali que estão as grandes composições, riffs mais pesados e onde ficou meio de lado aquela música meio "feliz" dos albuns anteriores como os (bons) "keepers" I e II.

Talvez influência clara de outros dois membros que "chegaram" praticamente com o Deris na banda e são grandes músicos e compositores: o guitarra Roland Grapow e o batera Uli Kusch. Sim, Grapow já estava na banda há dois albuns, mas apareceu, de fato, a partir de Master of the Rings -- o primeiro com Deris.

A coisa continou passando pelo sensacional "Time of the Oath", "Better tha Raw", o super pesado "Dark Ride" e o ao vivo com a banda em excelente forma, "High Live". Fase de ouro sem dúvida que acabou no "Dark Ride", realmente um disco distante da proposta da banda, mas ainda assim, excelente. Grapow e Uli saíram e formaram o Masterplan com o Jorn Lande e o Helloween continuou. Mesmo com Deris a banda não é a mais a mesma, não acertou nos últimos 3 discos e as esperanças de melhora são poucas. Uma pena, uma grande banda que se perdeu.

17.1.08

Dream Theater vem aí...

Hoje, o baterista Mike Portnoy (foto) postou em seu forum oficial uma atualização no tópico da turnê e essa inclui três datas no Brasil, são elas:

7 de Março em São Paulo,
8 de Março no Rio de Janeiro,
9 de Março em Belo Horizonte,

Eles estão de volta para o show do último disco "Systematic Chaos" - que até agora não sei quanto gostei e do que gostei -, isso não importa, tinha muita gente esperando por essas datas e elas saíram, agora é esperar e assistir novamente um grande show.

O último, em dezembro de 2005, trouxe a banda na turnê do Octavarium e foi fantástico, com certeza esse não será diferente.

15.1.08

DVDs

Recentemente saiu um dvd do Queen chamado "Rock Montreal" com um show de 81. Como diz no verso da capa, é um show de antes da banda entrar na era dos grandes estádios e acho que isso realmente é um ponto positivo. Esse "Rock Montreal" é um grande show com um repertório excelente e a banda em ótima forma, principalmente Freddie. "Killer Queen", "Play the Game", "I´m in Love With my Car" e "Get Down Make Love" são algumas boas escolhas do repertório.

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O Mika lançou um dvd agora no final do ano, assisti ondem e é excelente. O repertório é formado por músicas de seu primeiro disco - Life in Cartoon Motion de 2006 -, algumas que não entraram no mesmo e dois (excelentes) covers: "I Want You Back" dos cinco Jacksons e uma "Sweet Dreams" do Eurythmics cheia de solos de guitarra.

A banda é muito boa, bem ensaiada e segura bem a onda para Mika soltar a voz e sua boa presença de palco. O dvd é completo, ainda tem um documentário da turnê na Europa, clipes e 3 bonus, piano e voz.
Nas entrevistas do documentário é possível ver um Mika inteligente, que sabe que não precisa fazer parte de nada para fazer sucesso e que tem consciência de sua música.

8.1.08

5

O ano começou musical e diversificado.

Miles Davis "Kind of Blue" (1959) - Obra-prima de Miles. Li o livro sobre as gravações antes de ouvir e fiquei encantado nas páginas, não foi difícil acontecer o mesmo com o som. A edição é remasterizada e tem um som impecável. A abertura com "So What" já passa o recado de um disco que foi gravado em duas sessões em dois dias, com Cannonball, Paul Chambers, James Cobb, Coltrane, Wynton Kelly e Bill Evans acompanhando Miles.

Chris Cornell "Euphoria Morning" (1999) - Em outra praia, Cornell lançou um bom disco com a abertura excelente de "Can´t Change Me" e outras boas músicas, usando bem a sua voz.

Som Imaginário "Matança do Porco" (1973) - Rock Progressivo nacional e fantástico. O pianista Wagner Tiso liderou essa banda que tem nesse disco talvez suas principais composições, progressivas, grandiosas e clássicas. A música que dá nome ao disco tem uma participação vocal de Milton Nascimento imperdível.

Meat Loaf "Bat out of Hell 3" (2006) - Terceira parte da ópera-rock de Meat Loaf, o primeiro é de 77, o segundo de 92 e agora esse, que está atualizado e com boas participações como Brian May e Steve Vai. Excelente disco, bem pesado e com boas baladas, clima grandioso, meio trilha sonora meio musical da broadway. O disco tem composições de Jin Steinman como nos outros e também de Desmond Child.

Al di Meola & Leonid Agutin "Cosmopolitan Life" (2005) - O guitarrista Al Di Meola se juntou ao cantor e compositor russo Leonid Agutin para fazer um pop fusion com toque latino. O resultado é de bom gosto, leve e com boas músicas.