26.12.08

the day the music died

Ontem, quando a agulha tocou o disco e os primeiros segundos dos mais de 8 minutos de "American Pie", de Don McLean, começaram a tocar, percebi que algo diferente acontecia, era mais um disco daqueles com energia inexplicável. "American Pie" - música que dá nome ao disco - é (muito) conhecida e recentemente até Madonna gravou e dançou, mas naquele momento, ela era totalmente nova e única. O disco avançou ainda por pérolas como "Vincent" (homenagem a Van Gogh), "Winterwood" e "Everybody Loves Me, Baby", e depois de tocar na íntegra, voltei ao lado A, mais umas 4 vezes seguidas.

Os muitos versos da letra fazem referências a ícones como James Dean, Bob Dylan, Marx, Elvis, Janis Joplin, e têm como ponto de partida "o dia que a música morreu", quando Buddy Holly, o "La Bamba" Richie Valens e o DJ Big Bopper, morreram em um acidente de avião, no ano de 1959. Outras referências estão nas entrelinhas e geram discussões e análises por aí, ainda em 2008.

"American Pie"- o folk épico de Don McLean - é arrebatador.

24.12.08

Folk

Desde ontem que "White Winter Hymnal" está saindo das caixas de som sem parar. É a segunda faixa do disco de estréia da banda de Seattle, Fleet Foxes. Vocais em harmonia deixam a música com cara de Crosby, Stills, Nash & Young e a banda no disco de estréia ainda apresenta muitos toques de Beach Boys, Van Morrison, Zombies, Byrds e muita coisa dos 70s.

O folk rock dos Fleet Foxes traz paz, melancolia, sutileza em melodias, construídas muitas vezes para 3, 4 vozes, e, em todo o disco, uma sensação de um tempo que já passou - os 70s, mesmo que gravado em 2008.
Ao contrário de bandas novas que, de forma forçada, tentam parecer uma banda setentista, os Fleet Foxes têm isso no espírito, é natural.

Com certeza, uma das grandes surpresas desse ano, que já está no fim. A bela capa (imagem) pede um vinil, e pelo que vi na Amazon, está disponível. Vida longa aos Fleet Foxes.

15.12.08

Doobie Brothers

"Minute by minute" é o disco de 1978 dos Doobie Brothers, o terceiro com o tecladista e vocalista Michael McDonald que entrou na banda em 1975. McDonald com sua influência soul trouxe outra cara para o som dos Doobie e levou a banda ao Grammy com o hit "What a Fool Believes", segunda música de "Minute by Minute", composta em parceria com Kenny Loggins.

Nessa época, os Doobie Brothers passavam a fazer um rock mais aberto, bebendo do soul e do jazz. A música-título do album é outro exemplo claro dessa influência de McDonald.

Michael McDonald logo no ínicio da década de 80 partiu para vôo solo e fez bons discos. Nos últimos anos, lançou dois albuns-tributo à gravadora Motown, cheios de black music e soul.

10.12.08

Seal Soul

Seal tem uma voz incrível e nesse novo lançamento a coloca em versões do melhor de soul/r&b dos anos 60. São covers de gigantes como Sam Cooke, James Brown, Al Green, e mesmo algumas já batidas como "If You Don´t Know Me By Now" e "Stand By Me", parecem frescas. Os arranjos são corretos, muitas vezes não ousam, mas Seal acertou em cheio no repertório e nas cordas que dão brilho a mais nas canções.

3.12.08

Chinese Democracy


A verdade é que nunca gostei de Guns 'n' Roses, Axl e sua trupe nunca me tocaram, mesmo quando eu só tinha ouvidos para hard rock e heavy metal minha seleção do Guns teria umas 5, 6 músicas, no máximo. Agora, em 2008, Axl lançou finalmente seu disco que estava no forno desde 1994, muitos músicos gravaram em diversos estúdios e geraram um custo absurdo (e piadas) para o tão aguardado album do GNR que só tem Axl à frente e uma série de adiamentos nos últimos anos.

Passando da metade do disco - que pesquei na internet por curiosidade -, uma coisa fica clara, um excelente disco que remete pouco (muito pouco) ao Guns antigo, e talvez por isso desça tão bem por aqui, é outra banda, outro som. A produção exagerada e grandiosa deixa o Guns sem seu toque roquenroupunk do início dos 90s , "Chinese Democracy" é todo de guitarras pesadas, pianos, cordas, coros, toques experimentais e excelentes vocais de Axl.


A super produção blockbuster de Axl parece ter dado certo.

1.12.08

Novo

Dream Theater está em estúdio gravando o sucessor do "Systematic Chaos" de 2007. O baterista Mike Portnoy já gravou a bateria e disse que o disco sai ano que vem, ainda acrescentou que está com toques de "A Change of Seasons", "Octavarium", "Learning to Live" e "Glass Prison".

Muitos esperam que o Dream Theater retome um pouco seu lado mais progressivo viajante que ao lado do Heavy Metal funcionava muito bem - não que "Systematic Chaos" seja ruim, é um ótimo disco, mas o lado Heavy Metal tem pesado mais.

John Petrucci e Mike Portnoy na foto.

Quem também entrou em estúdio foi o Heaven and Hell, a versão do Black Sabbath com Dio nos vocais, e promete.

30.11.08

Queen+Paul Rodgers

Ontem, a união de Queen com Paul Rodgers tocou numa HSBC Arena lotada e foi espetacular. Um show perfeito, bem planejado e emocionante. Ficou ainda mais claro que Paul Rodgers está ali unindo forças com Roger Taylor e Brian May para manter a chama acesa e em nenhum momento substituir Freddie - que apareceu em "Bijou" e de maneira fantástica em sua obra-prima, "Bohemian Rhapsody".

O repertório teve o Queen de sua fase setentista com os dois pés no rock, sua (ótima) fase pop dos 80s, sua pérola folk "39" do disco "A Night At The Opera", coisas da carreira do Paul Rodgers, um belíssimo momento solo de Brian May com "Last Horizon", boas canções do novo album e um final que dispensa comentários com "We Are The Champions".

Um show para ficar para a memória de quem foi. E quem não foi, achando que Paul Rodgers não merece atenção, perdeu um dos grandes momentos do Rock: a turnê que Brian May e Rodger Taylor fizeram junto com Paul Rodgers para celebrar a música do Queen, uma das maiores bandas da história da música.

Salve Freddie.


18.11.08

Músicas

É realmente incrível o salto, não só musical, mas artístico, que John Mayer deu nesses últimos anos. Seu "Where the light is - Live in Los Angeles", como já disse aqui, é fantástico e de uma musicalidade grande. Não tem nada de original, nem precisa, é puro rock com pé no blues e no soul, influenciado pelos anos 70 e seus guitarristas.

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O Queen está chegando e despertando ainda mais o assunto de substituir vocalistas, ainda mais com o Led Zeppelin quase voltando com sei lá quem nos vocais. No caso do Queen, escolher o Paul Rodgers foi certo, evitando comparações com Freddie e não parecendo banda cover.

E é esse ponto que preocupa no caso do Zeppelin, dizem por aí que a idéia é achar alguém que cante como Plant - um Myles Kennedy foi citado. Respeito a vontade de Page e John Paul Jones, mas não sei, é complicado, cantar como Robert Plant? Impossível.
Colocar um vocalista tentando fazer algo parecido poderá ser um desastre, quase um atentado nesse mundo que está se despedindo de Bush. Mas uma coisa é importante, parece que Page desistiu de usar o nome Led Zeppelin. E isso é ótimo.

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Mas falando em originalidade, o Pain of Salvation de Daniel Gildenlow deu sinal de vida e lançará o dvd da última turnê em janeiro próximo. O nome é "
Ending Themes - On The Two Deaths of Pain of Salvation", terá um documentário da turnê e um show gravado em Amsterdam, com direito a "Hallelujah" de Leonard Cohen que ultimamente ficou muito conhecida na versão de Jeff Buckley, aliás, definitiva versão, mas a de Daniel (foto) e cia tem seu valor e acrescenta.








8.11.08

pop rock funk blues

John Mayer é um guitarrista e cantor americano que começou na música pop açucarada e atingiu grande sucesso lá fora e aqui no Brasil um pouco. Fiquei surpreso com sua nova direção de uns tempos pra cá, um blues rock tocado com o chamado John Mayer Trio, que ao lado dele tem o renomado baixista Pino Paladino e o batera Steve Jordan. Os novos passos de John lhe renderam participação no festival Crossroads de Eric Clapton, participação em disco do Herbie Hancock e outras colaborações com blueseiros.

Seu novo lançamento "Where the light is" é espetacular. O show é dividido em três partes: a primeira com John Mayer apenas no violão num pequeno set acústico, a segunda parte é o blues rock do John Mayer Trio com direito a duas de Hendrix, e por último, a terceira parte com a John Mayer Band completa com sax, trompete, teclados, guitarristas de apoio e um repertório mais pop rock com as pitadas de blues e soul de seu estilo natural.


Sim, a impressão que fica é que Mayer vendeu primeiro seu lado pop em milhões de discos pelo mundo e agora faz o que quer, já que a indústria dos novos tempos não abraçaria seu rock'n'blues. Mas, se dessa forma conseguiu um grande feito, vale. E esse ao vivo parece ser algo que Mayer sempre quis, o formato de 3 shows em 1, o repertório livre, grande solos mostrando que é um ótimo guitarrista old school e ainda, tudo captado em uma filmagem em película sensacional. Grande surpresa.



6.11.08

T REX

Em 1971, T Rex lançou "Electric Warrior", um disco envolvente do início ao fim. A voz de Marc Bolan é espetacular e suas composições, idem. Algumas músicas como "Get It On", "Jeepster" e "Life's a Gas", mostram o quanto Bolan foi inovador e único.

Marc Bolan no ano seguinte ainda lançaria o clássico "The Slider", no auge da banda. Cinco anos depois, em 1977, Bolan morreu num acidente de carro e deixou um legado musical que influenciou o Rock para sempre. Sua imagem, forte e emblemática, foi uma marca do Glam Rock.





5.11.08

Obama wins


"Obama é jazz."

Disse Jabor em sua coluna ontem.

26.10.08

Progressivo

Essa é a capa do novo disco do Karmakanic "Who´s the boss in the factory?", que é o sucessor do ótimo "Wheel of Life" de 2004.

O Karmakanic talvez seja a grande banda de rock progressivo dos últimos anos de retomada do estilo. A presença do versátil vocalista Goran Edman é um diferencial e a banda capitaneada pelo fenomenal baixista-compositor-produtor Jonas Reingold é sempre impecável.

As composições sempre longas fazem referências à era de ouro do rock progressivo dos anos 70, mas com identidade, seja Reingold com seu fretless bass, a guitarra jazzy de Krister Johnson ou os vocais soul pop de Goran Edman.
Espetacular.

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Em outra praia, o mais novo dvd de Ivan Lins, "Saudades de Casa", é excelente. Talvez inspirado pelo dvd que participou uns anos atrás do guitarrista Lee Ritenour, Ivan fez o mesmo, filmou um ensaio e captou momentos interessantes de uma banda em estúdio.

23.10.08

MIKA


Essa é a capa do dvd novo do Mika. Sempre muito colorido, Mika volta com praticamente o mesmo repertório do dvd anterior que é focado em seu primeiro e único album "Life In Cartoon Motion". É, dois dvds para apenas um disco lançado pode parecer exagero, mas Mika tem bom gosto e dessa vez apresenta um super mega show no estádio Parc de Princes, em Paris.

"Live at Parc de Princes" sai dia 10 de novembro e tem uma música inédita chamada "Rain". Enquanto isso, Mika está em estúdio trabalhando em seu segundo disco que deve sair em 2009.

22.10.08

F.U.C.K

Nos últimos dias, Van Halen tem dominado as paradas com seu "For Unlawful Carnal Knowledge" de 1991 - esse talvez seja o melhor disco da "era Sammy Hagar". A banda nessa época era outra e a faixa "Right Now" representa bem o esse momento menos rocknroll, com mais groove e uma composição mais elaborada.

15.10.08

Cinebiografia


A figura forte de Miles e seu olhar em ótima foto.

Ao mesmo tempo que Miles parece estar totalmente concentrado num intervalo de gravação, parece também, que está (muito) distante enquanto escuta algo.


Don Cheadle - excelente ator de filmes como "Hotel Ruanda - está preparando uma cinebiografia de Miles Davis. Além da produção, Cheadle também será Miles e tem total apoio da família do músico. Um filme de Miles precisa de no mínimo 3 horas. E tomara que Cheadle consiga concluir de forma brilhante.

8.10.08

CINEMA PARADISO

O filme "Cinema Paradiso" de 1989, escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, é um clássico do cinema mundial e emocionante como poucos, mostrando a amizade, o amor e o amor ao cinema. O compositor italiano (G)Ennio Morricone compôs a trilha de forma brilhante, são temas cheios de sentimento, como o de "First Youth".

Ennio é um mestre das melodias e dos climas. Seu concerto ano passado num Municipal lotado foi único e inesquecível, quem esteve lá levantou para aplaudi-lo diversas vezes e Ennio retribuiu, voltando três vezes ao palco para bis.
Com mais de 300 trilhas de filmes em sua vida, Ennio também praticamente criou a ambientação de um velho oeste com suas composições para os filmes spaghetti de Sergio Leone. O tema principal de "The Good, The Band and the Ugly" é o velho oeste em forma de música

Ennio Morricone é único, um verdadeiro mestre. Hoje com 80 anos, Ennio continua morando na Itália, seu país natal, que não foi trocado pelo "paraíso do cinema", Hollywood.
Adorado por todos - o Metallica usa sua composição "Ecstasy of Gold" nos alto falantes antes de entrar no palco desde a década de 80 -, um cd foi lançado em sua homenagem ano passado com artistas como: Quincy Jones, Herbie Hancock, Eumir Deodato, Roger Waters, o próprio Metallica, Celine Dion e outros.


2.10.08

Ed em inglês

O novo disco de Ed Motta intitulado "Chapter 9" é um passo daqueles que Ed tem dado nos últimos anos, além de seus próprios modelos. Depois de uns hits-pista-de-dança como "Colombina" e outras de seus manuais para festas e afins, Ed começou a fazer coisas diferentes como em "Dwitza" - jazzístico e praticamente instrumental - e agora vem com esse disco totalmente em inglês e com sonoridade que mistura harmonias do jazz com rock e outros toques bem diversos.

Fã de Steely Dan e Led Zeppelin, Ed deixou que essas influências aparecessem muito bem em duas músicas, "The Runaways" e "Tommy Boy’s Big Mistake", respectivamente. O disco não é fácil de escutar de primeira, mas no bom sentido, em cada audição descobrimos coisas novas, arranjos novos e vocais inspirados de Ed. As músicas ficam cada vez melhores, como "The Caretaker", por exemplo, que tem uma melodia impressionante em seu "refrão".

Ed é colecionador de discos de vinil e pesquisador de música sem barreiras, seja Ennio Morricone, Soul dos anos 70, Jazz dos 60s ou Led Zeppelin. E isso faz com que tenha um diferencial, mostrado agora em "Chapter 9", seu nono disco de carreira, onde tocou todos instrumentos e como disse em entrevista recentemente, soa distante do que se tem feito no Brasil. É verdade. Viva a nova fase de Ed Motta!

29.9.08

O passo do Camelo

O último disco do Los Hermanos ("4") era muito experimental, envolvido por algo que tomou a banda naqueles últimos tempos fazendo com que perdessem a magia de seus melhores discos, "Ventura" e "Bloco do Eu Sozinho" - talvez um culto muito exagerado dos fãs. No show de despedida lançado mês passado, a banda soou fraca, com Camelo e Amarante desafinados e um clima descompromissado.

Depois de um ano do fim da banda, Camelo é o primeiro a lançar seu trabalho solo, e "Sou/Nós" é ótimo. Mesmo passeando por diversos estilos, o disco tem identidade e prende do início ao fim com boas composições e belos arranjos, como a orquestração de Gilson Peranzetta para "Santa Chuva" e o belo piano clássico de Clara Sverner em "Saudade".
Marcelo Camelo é um excelente compositor e tomara que siga em frente.

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O Bridgestone Music Festival já está confirmado ano que vem. O festival que trouxe jazz e world music à São Paulo em sua primeira edição no último mês de junho, voltará em maio, e, segundo o organizador Toy Lima, a produção está negociando uma edição no Rio de Janeiro, o que seria excelente.

É importante ter um festival que apresente além do Jazz, a World Music, tão rica e tão pouco explorada por aqui. Toy acertou em cheio no elenco esse ano - com a presença de Lonnie Smith (foto), por exemplo - e com certeza, está preparando coisa boa para a próxima edição. É só aguardar.

25.9.08

Supergrupo

Chikenfoot é o nome provisório de uma banda formada pelos "ex-van halens", Sammy Hagar e Michael Anthony, o guitarrista Joe Satriani e o baterista do Red Hot Chilli Peppers, Chad Smith.

Os músicos estão em estúdio preparando o disco e a cada entrevista mostram total animação em relação ao projeto, que promete. Será legal escutar a voz de Sammy ao lado das guitarras de Satriani e da cozinha formada por Michael Anthony e Chad Smith, este, ótimo batera, que acredito apenas estar há muito tempo na banda errada.

21.9.08

Gigantes do Rock





Jimmy Page foi conferir o novo show do Metallica em Londres. O fotógrafo Ross Halfin clicou essas boas fotos no camarim da O2 Arena - local onde o Led Zeppelin no final do ano passado, fez seu show de reunião.

* Enquanto isso, o disco de Queen+Paul Rodgers mostra excelentes momentos. Embora eu continue achando que o nome usado não é o correto, tem composições muito boas nesse disco e o guitarrista Brian May, ainda é Brian May, com seu timbre inconfundível e solos na medida.

17.9.08

Salve Freddie

Essa é a capa do disco de Queen+Paul Rodgers, que está saindo lá fora e claro, já tem na internet. Quando anos atrás, eles lançaram um trabalho ao vivo, achei bem legal, era como um tributo ao legado da banda, uma homenagem ao Queen e ao insubstituível Freddie, também.
Algumas canções ficaram ótimas, outras nem tanto, e ainda tinha de bonus umas coisas das bandas do (excelente) Paul Rodgers, Bad Company e Free.

Vale lembrar que o baxista John Deacon, não aceitou o convite e não participou, o Queen é representado por Brian May e Roger Taylor, apenas.

Quando anunciaram um disco de inéditas para esse ano, comecei a achar que a coisa estava indo longe e agora, tenho certeza. Estou na nona faixa do disco, é um ótimo trabalho, mas não é Queen.. Não que Freddie fosse a única coisa da banda, longe disso, mas todos estavam envolvidos com sua presença, era outra época, outra energia. Queen era Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, este, discreto e essencial.


O disco tem ótimos rocks, "C-lebrity" é um deles, e músicas calmas muito bonitas, como "Small" e "We Believe", mas não soa Queen em nenhum momento. O certo seria dar um outro nome ao projeto, ou simplesmente, May/Taylor/Rodgers.

Um dos maiores vocalistas que o Rock já teve, Freddie Mercury foi além, era único, genial e quando perdeu a guerra, o Queen acabou.

*"Through the Night", faixa 11, acabou de tocar e é ótima. Começou a 12, "Say It´s Not True", com o batera Roger Taylor e Brian May dividindo os versos numa harmonia muito bonita e Paul Rodgers entrando no refrão, talvez a melhor até agora.





16.9.08

Back in Bacharach

Sempre acompanhei o AC/DC meio de longe, escutando muito um duplo ao vivo sem ir a fundo. O interesse por "Back in Black" veio recentemente e fui escutá-lo.

O disco lançado em 1980, é um dos discos de rock mais vendidos de todos os tempos, trazendo a banda de volta (de luto) depois da morte de seu vocalista original, Bon Scott, substituído por Brian Johnson.

É puro rock cheio de riffs da guitarra de Angus, um ícone da música.

O disco atirou rocks de primeira pelo mundo, como a faixa-título, "Shoot to Thrill", "Hells Bells" e "You Shook Me All Night Along", essa virou até hit de rádio.



Entre um "Back in Black" e um Zeppelin, toca bem por aqui o disco de Burt Bacharach (foto) em parceria com o cantor Ronald Isley, que como o nome entrega, integrou o grupo soul funk, Isley Brothers.
Ronald Isley tem um alcance vocal impressionante e emprestou sua técnica soul perfeita às canções clássicas de Burt como: "Close to You", "Raindrops Keep Fallin' on my Head" e "The Look of Love".

Burt Bacharach - que bebe do jazz e bossa nova - é um mestre da música pop mundial, influenciou muitos e fez a verdadeira música pop, nada parecida com o que a música pop se tornou depois dos anos 80. O compositor deve fazer shows no Brasil em 2009.

12.9.08

Duas imagens

Abaixo, duas imagens do excelente fotógrafo Ross Halfin.

Metallica, na versão 2008.


Jimmy Page num ótimo registro em sua passagem por Pequim.

8.9.08

Esperanza


Esperanza Spalding, de 24 anos, é uma ótima surpresa que vem do mundo do Jazz. Seu segundo disco, lançado esse ano, conquistou público e crítica com um jazz-pop-refinado e fez com que Esperanza fosse reconhecida como excepcional cantora e contra-baixista. Sim, a americana ainda é super habilidosa no contra-baixo.

O disco abre com "Ponta de Areia" de Milton Nascimento e Fernando Brant, com um português surpreendente, e fecha com "Samba em Preludio" de Baden e Vinícius, com mais uma bela demonstração do domínio da língua. O disco ainda passeia por interessantes canções de Esperanza, como "Precious".

Esperanza vem ao Brasil para o Tim Festival, festival que também terá a ótima cantora, Stacey Kent.

3.9.08

Metallica soa Metallica novamente

Uma loja na frança colocou à venda por engano (ou não) o novo disco do Metallica, com data de lançamento para 12 de setembro. Ontem mesmo já estava na internet, no mesmo dia que o clipe de "The Day That Never Comes" apareceu, um filmeclipe de 8 minutos muito bem feito, com a banda tocando num deserto onde se passa uma cena de um dia na vida de soldados.

Depois de ouvir o disco, fica apenas uma coisa no ar: o Metallica está de volta, melhor do que nunca, cheio de vida, rápido e pesado novamente.

O baterista Lars Ulrich - que lutou contra o Napster na época que os downloads estavam começando, em 99 para 2000 - aceitou de forma tranquila o disco ter vazado, disse que as pessoas ouvindo o disco 10 dias antes do lançamento é uma realidade dos novos tempos. Tem razão.

31.8.08

Islands

No momento toca "Janta", música do disco solo de Marcelo Camelo que já tem quase todas as faixas na internet. Essa é a quinta faixa e a primeira que bateu realmente bem, tem a participação de uma voz feminina, penso ser a Mallu Magalhães - que tinha sido anunciada como uma das participações do disco -, menina de 15 anos (?) que tem tocado por aí com seu folk, influenciado por Dylan, Cash e outros.

Lembrou Damien Rice, a música tem toque folk legal.

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Michael Jackson completou na última sexta, 50 anos de vida. Várias matérias e documentários pipocam por aí mostrando seu sucesso e sua loucura. Realmente Michael surtou em algum momento de sua carreira, ou já veio com isso desde sua infância conturbada, ninguém nunca vai saber.

Em vez de atacá-lo, a mídia deveria manter mais sua música em primeiro plano, Michael foi especial e único dentro da música, lançando coisas obrigatórias como "Thriller", seu ponto mais alto. É o disco pop perfeito, lançado em 82 - mas com pé nos anos 70 -, com participação de Paul McCartney e solo de Eddie Van Halen, esse disco teve uma super produção de Quincy Jones, que assim como George Martin para os Beatles, foi fundamental para Michael.

É triste e lamentável que sua loucura diminua a importância de sua música.



O atual disco de cabeceira é "Islands", disco da The Band de 77, com capa belíssima.



27.8.08

Led Zep

Jason Bonham - que assumiu o posto de seu pai no show de reunião do Led Zeppelin ano passado - disse essa semana em uma entrevista, que tem gravado coisas com Jimmy Page e John Paul Jones e que algo com certeza sairá dali. Tomara, é só aguardar.

O vocalista Robert Plant não foi citado em nenhum momento, e não tem se mostrado muito a favor de voltar com o Led. Mas, Plant está em ótima fase, lançando coisas interessantes, cheio de vida e com a voz ótima. Será bem vindo.

Aliás, Jimmy Page esteve bem no encerramento das Olimpíadas, tocando em cima de um ônibus de dois andares ao lado de Leona Lewis, que se saiu até bem, poderia ter feito coisa pior. "Whole Lotta Love" foi puro rock naquele estádio abarrotado de chineses e gente de todo mundo.

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Genesis anunciou um super lançamento, um box da fase Peter Gabriel com os cds dessa fase em nova edição (incluindo áudio em 5.1 surround), dvds com imagens dessa época e também um cd bônus com faixas inéditas.

"Genesis: 1970-1975" sai na Europa em Novembro.

21.8.08

Roquenrou

A expectativa pelo novo disco do Metallica é grande. Desde maio, quando a banda colocou um site no ar com trechos das gravações, os fãs estão ansiosos pelo material que parece ser uma volta do bom Metallica.

Para mim, o Metallica continuou acertando nos seus discos considerados fracos pela crítica e público, mas mesmo assim, reconheço que esse tenha cara de volta a uma época, até na retomada do logo antigo (como na capa do single ao lado).

Hoje, o primeiro single foi liberado no myspace da banda. O que ouvimos ali em "The Day That Never Comes" é um Metallica em ótima forma, trazendo ecos da fase trash, coisas de "Fade to Black" do seu disco "Ride the Lightning" e também senti algo de "Load".

"Death Magnetic" tem lançamento mundial marcado para o dia 12 de setembro, falta pouco.

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Enquanto aqui não se fala em outra coisa se não os shows de João Gilberto e o encontro de Caetano e Roberto, do outro lado do globo, em Pequim, parece que Jimmy Page tocará mesmo no encerramento das Olimpíadas. Junto com a nova sensação pop Leona Lewis, Page tocará "Whole Lotta Love", clássico do segundo disco do Led.

Pode ser até bom...ou não.

13.8.08

The Peter Gabriel Project


Já saiu lá fora o novo disco de Peter Gabriel, não se trata de um disco solo e sim, um super projeto com 75 músicos de 20 países. O nome é "BIG BLUE BALL" e pelo vídeo de divulgação que tem no site oficial de Peter, o projeto promete. As primeiras gravações começaram em 91 e desde então, o disco vem sendo produzido.

Está disponível na Amazon.com em cd e também em LP, com produção de
Peter Gabriel e Karl Wallinger (The Waterboys). Aliás, muitos artistas têm lançado seus trabalhos também no formato LP, que tem suas vendas crescendo nos últimos anos. Em tempos de mp3, onde muitas pessoas baixam tudo e não escutam nada, isso é muito válido.

"- Era como se fosse um playground gigante, uma festa do tipo 'traga seu próprio estúdio'. Tínhamos gente do mundo inteiro e equipamentos no canteiro, na garagem e nos quartos - disse Gabriel, se referindo ao início das gravações, em 1991. "

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Ed Motta está lançando seu novo disco, "Chapter 9". Pela primeira vez Ed gravou todos os instrumentos e todas músicas são em inglês, o que pode contar (muito) a favor.

Oficialmente, sai no final de agosto, mas já vazou na internet.

12.8.08

Diva

Nina Simone (1933- 2003), pra mim, a melhor de todas. Seu disco "High Priestess of Soul" de 67, é obrigatório.

7.8.08

Boas novas


Essa é a capa do novo dvd do Dream Theater, que sai em setembro. O dvd tem uma seleção das melhores apresentações pelo mundo - os shows do Brasil ficaram de fora -, e também um documentário sobre esse giro.

A expectativa é grande também pelo novo disco do Metallica. O título é "Death Magnetic" e pelos clipes que a banda liberou recentemente, parece uma volta ao bom Heavy Metal que consagrou o grupo e que foi deixado de lado em discos dos anos 90, como "Load" e "Reload".


No início do ano, a Folha de S. Paulo lançou uma boa coleção de cds de jazz e agora aposta na Bossa Nova. O cds são bem feitos e acompanham um livrinho contando a história do artista com textos e fotos. As capas dessa coleção estão bem legais, como essa de Tom Jobim.

1.8.08

Overdose de Genesis 2


Ainda sobre Genesis.
O dvd triplo tem o show dividido nos dois primeiros discos e o documentário sobre a turnê fica no terceiro. Além disso, cada música tem seu extra de mais ou menos 3 minutos, que pode ser acessado pelo próprio controle remoto.

Percebemos ao assistir o dvd, que o envolvimento de Phil Collins, Tony Banks e Mike Rutherford no projeto, é total. Cada detalhe da turnê é discutido entre eles e junto com as equipes que fizeram esse show ser um espetáculo visual e musical.
E isso me lembrou um pouco a turnê do Police ano passado, tão valorizada pela mídia. Sim, Sting & Cia continuam ótimos e a música do Police tem seu valor, mas depois do show do maracanã, ficou uma coisa no ar, "tá, ok, mas e aí?"
O show foi ótimo e histórico, mas claro, era o Police em reunião tocando clássicos no maior estádio do mundo (não sei se ainda é), mas não passou disso, não teve um tempero a mais, nem uma surpresa, era o que eu esperava, não tinha como dar errado.

Depois de assistir "When In Rome", vemos que reunião mesmo foi a do Genesis, que com um repertório focado em sua fase Phil Collins, mostrou que soube se reinventar quando perdeu o genial Peter Gabriel.


30.7.08

Overdose de Genesis


Essa foto, é do palco do super-mega-show que o Genesis fez no Circo Massimo em Roma no ano passado, e que atraiu 500 mil pessoas para ouvir o rock progressivo das duas fases da banda. O registro do espetáculo está no dvd "When in Rome", que mostra em peso a era Phil Collins e pérolas da fase Peter Gabriel, como: "I Know What I Like" e "Carpet Crawlers".

O dvd é triplo com mais de 5 horas de material. Overdose de Genesis.

21.7.08

Thank You


Uma mistura de soul e jazz com ecos blueseiros é o resultado da música de Lizz Wright. A cantora norte-americana lançou esse ano seu terceiro disco, chamado "The Orchard", o repertório traz ótimas canções e uma releitura soul - e mesmo assim, fiel - de "Thank You", música do segundo disco do Led Zeppelin.