13.12.07

Chris Cornell

Nada melhor do que ser surpreendido por um show e sair querendo fazer música, ouvir mais o artista etc. E foi assim que saí ontem depois do show do Chris Cornell.

Fui com um pé atrás, não sou muito ligado em Soundgarden e minha última de Cornell é o dvd com o Audioslave, onde ele decepciona muito.

Mas Cornell provou que é um dos maiores vocalistas de Rock num show impecável.

Cheio de vida e em excelente forma fez um show de duas horas e quarenta e cinco minutos, passando por todas suas bandas e detonando com "Black Hole Sun" - e outras do Soundgarden que não conheço -, "Be Your Self", "Like Stone", "Show Me How To Live" do Audioslave e suas mais recentes "You Know My Name", "Arms Around Your Love" e uma arrastada e sensacional versão para "Billie Jean" de Michael Jackson.

Cornell está muito bem e soube escolher sua banda, são excelentes músicos se movimentando pelo palco o tempo todo dando bastante peso ao som e com um toque setentista.
O show foi longo e longe de ser cansativo, o encerramento com "Whole Lotta Love" com cara de encaixada-de-última-hora não poderia ser mais apropriado com a volta do Led na última segunda-feira. E acredito que isso faça a diferença num show, assim como o samba com direito a apito que rolou no meio do solo de bateria, são coisas do "momento".

Perdi muitos shows em 2007 como Roger Waters e Jethro Tull, mas fui a importantes como Asia com formação original, Living Colour com quase 3 horas de duração novamente, Police num Maracanã bonito e agora Chris Cornell fechando o ano de forma incrível e surpreendente.

Ontem foi o (meu) melhor show do ano, Cornell provou que é um vocalista de rock com história pra contar ainda e fez muito bem em voar sozinho.

10.12.07

Sting, Summers e Copeland



A noite de sábado foi do The Police.

O Maracanã estava bonito, era possível já cedo perceber que a noite seria tranquila (pelo menos, até a saída) e de alto e bom som. Com influências descaradas no início da carreira, a banda escolhida para a abertura foi o pessoal do Paralamas do Sucesso. Com o exemplo da força de vontade de Herbert, fizeram um bom show e levantaram o público com seus hits durante quase uma hora.

Depois de um tempo de espera, entra "Get Up Stand Up" de Bob Marley nas caixas do estádio com as luzes apagadas, para depois Sting, Summers e Copeland atacarem com "Message in a Bottle" e assim conquistar o público que tomava conta do estádio, com clássicos e outras (poucas) nem tão conhecidas.

O Police fez um grande show, como era esperado, sem surpresas. O palco estava muito bonito, com muitas luzes e um telão com uma definição que nunca vi igual. Sting mostrou excelente forma, cantou muito bem, segurando alguns agudos para poder mandar outros, enquanto Copeland tocou muito no seu kit, sempre com muito vigor, e Summers é sensacional, discreto, econômico e ao mesmo tempo, presente e fundamental.

"Spirits in a Material World" e "Synchronycity I" fizeram falta, trocaria qualquer uma das duas por "De Do Do Do De Da Da Da", mas ok, grande noite.

7.12.07

Nina Simone

O ano de 2008 foi com certeza um ano que escutei mais jazz, passei por Miles através de dois grandes discos de duas fases bem distintas: "Kind of Blue" (1959) e "Tutu"(1986), o primeiro também tem livro lançado sobre suas sessões e o segundo tem Miles caindo em composições mais "pop" com a ajuda do incrível baixista Marcus Miller.

Também ouvi -- entre outros -- Herbie Hancock, Pat Metheny, "descobri" Ella Fitzgerald e ontem fui arrebatado por "High Priestess of Soul", de Nina Simone, entre vários outros nomes de folk e rock que uma amiga deixou por aqui.

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Amanhã tem Sting, Summers e Copeland no Maracanã. Continuo sem a empolgação que sempre toma conta por aqui em época de shows, mas estarei lá para ver minha preferida "King of Pain" e outras. Sting é um dos grandes músicos que admiro, talvez até mais em sua carreira solo do que no grupo, mas Police é grande, tem a excelente guitarra de Summers e a virtuose de Copeland na bateria. Super show com certeza, mas eu trocaria pelo também recém-reunido Genesis (mesmo sem Peter Gabriel).



6.12.07

Babyface

Lembro que quando comprei o Unplugged do Babyface, achei aquilo fantástico, mesmo ouvindo mais Iron Maiden do qualquer outra coisa na época. Comecei por esse álbum a entrar em outras ondas, distantes do metal. Babyface é um dos grandes compositores da música-negra-pop-americana a partir da década de 90, fazendo música pra muitas cantoras e cantores como Boyz II Men, Whitney Houston e Mariah Carey.

Seu acústico é sensacional abrindo com uma interminável "Change The World", parceria dele com Clapton numa versão cheia de groove (Nathan East no baixo), e ainda passa por grandes músicas 'soul' como "I´ll Make Love to You" e "End of the Road" e termina numa grandiosa versão de "How Come, How Long" com Stevie Wonder, talvez o melhor momento do show.